domingo, 17 de abril de 2011

O começo de tudo

Não é que eu não gostasse de atividades físicas. Sempre gostei. O problema era a  continuidade. Aos 36 anos, freqüento academias desde os 25 (antes disso, com 1,58m eu pesava 45 Kg. Era praticamente a pele e o osso, vamos combinar!).  Lembro da primeira vez que pisei em uma academia. Pensei logo: isso aqui não é pra mim. Não estava gorda, mas pensava na minha saúde. “Não seja sedentária, não seja sedentária” era a frase que ficava martelando na minha cabeça. Encarei.
Tive a sorte do dono da academia ser um cara muito bacana, que fez do meu treino algo super prazeroso.  Na primeira semana senti dores nos lugares que nem sabia que podia doer. Ele falava: “Tá doendo? Toma um dorflex e volte!”. Não tomei dorflex (sou um pouco sádica, confesso). Quatro vezes por semana, das 6h15 às 7h15 estava eu lá, firme e forte.
Ele revisava minhas séries com freqüência. Ia aumentando a carga aqui e ali. Resultado: fiquei viciada. Em três meses as modificações no meu corpo eram visíveis: um baita par de coxas e bunda, minha gente! Eu tinha bunda!
Ele era super convencido com o trabalho que fazia com seus alunos. Chegava alguma novata para conhecer a academia, ele mostrava como tudo funcionava: “Tá vendo aquela bunda ali? Fui eu que fiz”.  E fazia mesmo.
E lá estava eu toda gostosa ( me perguntavam até se eu estava tomando bomba), quando seu Rogério (esse era o nome dele) resolve vender a academia. Meu mundo caiu. Sem muitas escolhas, continuei por lá sob nova direção. Mas não era a mesma coisa e fiquei  desmotivada.  Saí da academia.
Meu corpo pedia movimento, abdominais, distensão, corrida, dor. Tentei  outra academia. Duas semanas freqüentando, um professor veio com uma história de umas injeções que as atrizes globais usavam para eliminar a gordura do abdômen que não sei quem aplicava. Completou um mês e caí fora.
Lá estava eu, de novo, sedentária. Resolvi que ia nadar. Detalhe: não sabia nem boiar. Matriculada na academia, no mesmo horário que eu malhava (pra vocês verem a disposição que eu tinha), lá estava eu. Primeiro dia de aula. Sabe nadar? Não. Sabe boiar? Não. Ele me explicou como fazia. Não sei se a pisciana dentro de mim despertou que nesse dia eu boiei, nadei  e tudo mais. 
Mas como nada na vida é definitivo, tive dois problemas: meu cabelo tava se acabando no cloro. Até aí, tudo mais ou menos: as hidratações ajudavam. O grande problema foi uma otite que tive. Nunca senti tanta dor na minha vida e até chegar ao diagnóstico certo, tinha passado por três otorrinos e quase uma semana de choro. Resultado: piscina pra mim, hoje, só com moderação.
Depois disso passei por várias academias. Não ficava muito tempo e ficava mais tempo ainda tempo parada. Uma das últimas que freqüentei foi daquelas só para mulheres. Nada contra, mas eu achei “fraquinha”. Não doía nada, só 30 minutos. Perdi medidas. Até umas graminhas. Mas definitivamente atividade física pra mim é para suar... e doer.
Larguei as academias. Passei a caminhar. Ou seja, o mesmo que nada. Passou-se quase cinco anos desde então. Eu já estava com 63 kg. Gostosa, mas com 63 kg. Era hora de mudar esse quadro. Mas isso eu conto no próximo encontro.

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