domingo, 17 de abril de 2011

De Olívia Palito à Mulher Maçã

Eu sempre fui uma criança magra. Não tinha muitos problemas pra comer não. Era do tipo magra de ruim. Pois é. A magreza me acompanhou pela faculdade. Eu era tão gulosa que comia duas vezes no bandejão da universidade.  Minhas amigas ficavam impressionadas porque não sabiam para onde a comida ia. Uma me disse que toda aquela comida ainda ia voltar pra mim. Ô, boca!
A vantagem é que nunca fui fã de doces. Se refrigerante e chocolate sumissem da face da terra eu ia levar meses pra me dar conta. Lá em casa, somos eu e meu marido. Ele é chegado em um docinho, um bolinho, uma coca-cola. Mesmo assim, dois litros de refrigerante pode levar uma semana para ser consumido. Chocolates sempre têm na geladeira. Até na minha bolsa tem. É que eu ganho e fico com vergonha de dizer que não gosto de chocolate. Aí, às vezes eles ficam séculos guardados. Outro dia achei um batom garoto dentro de uma bolsa de festa que usei em uma formatura há uns cinco meses.
Tá certo. Ninguém é perfeito. Eu gosto de ALGUNS doces, desde que tenham frutas. Adoroooo tudo que tenha limão, por exemplo. Torta de limão, picolé de limão, limão em calda (alguém já provou?). Ah, gosto de chupar limão também. Gosto de jujuba. Mas meu fraco são coisas salgadas: batata frita é minha perdição e graças a Deus que não moro nem trabalho perto de uma pastelaria.
Adoro cerveja. Já experimentei tanta marca de cerveja na minha vida que fica difícil catalogar. Vinho, então nem se fala. Conheço por uva, por graduação alcoólica e por nacionalidade. São loucuras que engorda horrores. E também é o tipo de coisa que não abro mão, assim como queijos, salames, comida japonesa e feijoada.
O lado bom é que adoro frutas, adoro legumes e adoro verduras. De verdade! Não como porque é bonito, porque tá na moda, mas porque gosto mesmo. Quando eu era criança, todo dia tinha salada lá em casa. Sobremesa era fruta. Tomávamos suco de beterraba com cenoura, suco de cenoura com laranja, suco de laranja com mamão e por aí vai. Hábitos saudáveis. Água, então, é fundamental. Papai me chamava de arco-íris porque vivia bebendo água.
Diante desse quadro onde relato meus hábitos alimentares da mais tenra infância até os dias de hoje, o fato é que me encontrava com quase 36 anos e 63 Kg (gostaram da arrumação cabalística dos números? Eu preferia ter 25 anos e 52 Kg...). Casada e sem filhos. Então fiz a tradicional promessa de ano novo (2010/2011) de cuidar da minha saúde, do meu corpo. O negócio ainda demorou um pouquinho para engrenar. Só voltei para academia em fevereiro deste ano. Mas essa história eu conto mais tarde.

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