Academia é o tipo de coisa que se pode classificar como ame-a ou deixei-a. Meu marido foi comigo. Ele tem 47 anos e nunca tinha pisado em uma academia. Sedentário nato. Até para ir à padaria do bairro era de carro. Antes da descoberta, eu queria voltar para a academia para que ele fosse comigo, afinal, no futuro, eu queria ser uma velhinha enxuta do lado de um velhinho igualmente enxuto.
Li a cartilha pra ele: você vai sentir dor por umas duas semanas, no máximo (gente, eu precisava mentir), depois vai se acostumar e até sentir falta quando não for. Só que as coisas não caminharam bem assim. E eu até entendo o que é ir malhar e nem saber como usar aqueles aparelhos. Eu dava a maior força, ensinava, dava dicas. O problema é que professor de academia é uma das criaturas mais preconceituosas que conheço: entre um gordinho sedentário de 47 anos e uma ninfeta sarada, a quem vocês acham que eles dão mais atenção????
Mesmo eu falando que ele precisava aprender o modo correto de praticar os exercícios para ficar mais independente, ele foi se emputecendo com a suposta falta de atenção. E nem adiantou eu explicar que atenção total só com personal trainer. Também não adiantou eu pedir para ele continuar indo ao menos para fazer esteira. Resultado: em dois meses, se ele foi umas 10 vezes foi muito. Tranquei a matrícula dele.
Enquanto isso eu comecei minha série básica de musculação. O que é o sedentarismo! Nos meus tempos áureos, fazia leg press com 80, 100Kg. Agora, com 30 Kg tava morrendo. Isso só para exemplificar. Saía mortinha da malhação e com a sensação de dever quase cumprido. Isso porque ainda havia muitas mudanças a serem feitas.
Eu não queria fazer só musculação. Lá atrás ela funcionou bem, mas eu fique assim tipo atarracadinha – coxuda, bunduda, o que é interessante quando se tem 20, 25 anos, mas não agora. A não ser que você seja destaque de escola de samba ou tenha planos para a playboy. Eu queria é perder medidas!!! Magra e elegante! Então vi que além da musculação precisaria urgente de uma atividade aeróbica.
A academia oferecia vários tipos. Então fui testando uma por uma até encontrar aquele que mais me identificaria. Comecei com spinning. Gente, em 45 minutos pensei em desistir umas quatro vezes. Mas achei que ia ficar feio. Falei para a professora que era minha primeira vez. Ao final, ela me disse que havia ido muito bem: eu tinha conseguido fazer a aula TODA! Quer dizer que tinha gente que desistia no meio?????
Gostei do spinnig, mas tinha certeza que não ia agüentar por muito tempo porque não tinha um condicionamento físico legal. Achei melhor deixar para depois. É um plano que pretendo levar adiante mais tarde. Outro problema é que aquela bicicleta machuca naquele lugar... aí tem que comprar um selim especial, uma bermuda alcochoada... em resumo: é legal, eu recomendo, só não dava pra mim, naquele momento.
Passei para o step. Gostei. Bem dinâmico. Tão dinâmico que eu errava quase toda as coreografias! Mas era divertido e queimava muitas calorias. Só que os horários ficavam complicados para mim. Então passei a freqüentar à noite uma aula que misturava step com jump.
Passei a fazer jump duas vezes por semana. As aulas são ótimas. Pulo horrores! Passávamos do jump para o step, do step para o jump e ainda tem uma série de abdominais (já tive câimbra fazendo abdominal) e umas localizadas também. Finalmente conseguido conciliar musculação com exercícios aeróbicos. Massa!
Etapa seguinte: alimentação. Já contei dos meus hábitos alimentares, que definitivamente, não eram dos piores. Então o que estava errado? É que meu pratinho era de estivador. Tinha muita salada? Tinha! Mas tinha também muita carne, muito feijão e muito arroz. Gente, eu já disse que comia duas vezes no bandejão da universidade! Não mudei muito de lá pra cá! Outra coisa: eu tomava café da manhã como uma rainha e almoçava como um lutador de sumô. À noite eu tomava um leitinho (de soja, porque não s-u-p-o-r-t-o leite de vaca) ou um suco. Às vezes jantava (como um mendigo) graças ao meu marido que inventava de fazer carne de porco cozida à noite!!!! Não tem cristão que resista!!!
Conhecimento é tudo. Então resolvi estudar tudo o que diz respeito à alimentação-exercícios físicos- emagrecimento. Todos diziam que era necessário fazer 6 refeições ao dia para acelerar o metabolismo e, assim, enganar seu organismo para que ele não pense que você vai deixá-lo morrer à míngua e assim estoque gordura até de uma alface (se ela tivesse gordura).
Fiz meu cardápio light. Continuei meu café da manhã mais ou menos como dantes: 2 fatias de pão integral (ou 1 francês); meu café preto sem leite e com adoçante; 1 fruta com linhaça; um ovinho vez em quando (ovo tem muita proteína e ajuda muito quem faz atividade física – pessoas assim como eu!!!). Lanche: uma fruta ou um iorgurte ou uma barrinha de cereal ou uma caixinha de suco light com duas bolachas água e sal – enfim, as combinações são várias. Almoço: nada de prato de estivador. Salada, carne o frango grelhados e uma colherzinha de arroz. Pronto. Lanche da tarde = lanche da manhã. À noite não jantava mais – fazer essas quatro refeições já me deixava bem saciada, mas como era pra continuar enganando meu organismo, um chazinho com bolacha, sopinha ou algo parecido com isso.
Aff!!! Esse post ficou muito longo. Amanhã eu conto o resultado dessa operação de guerra!
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