quinta-feira, 28 de abril de 2011

Músicas para malhar

Definitivamente não dá para malhar ao som de MPB, vamos combinar! É na academia que você tem contato com o que está bombando nas FM’s. É lá também que você aprende, por exemplo, fazer a coreografia do Superman e da Mulher Maravilha (vai dizer que não viu aquele grupo baiano cantando a música da liga da justiça no carnaval???).
Além das músicas selecionadas pela academia e que tocam intermitentemente, a maioria já leva sua seleção particular. Eu também não fujo à regra. Então, para vocês, a minha listinha!!!!

1. Mirsilou (a versão de Pulp Fiction)
2. Shoud I stay or shoul I Go (The Clash)
3. Karma Chamaleon (Boy George)
5. Rehab (Amy Wineouse)
6. Funk - Hino do Flamengo
7. Telephone (Lady Gaga e Beyoncé)
8. Assim caminha a humanidade (Lulu Santos - Ao vivo)
9. Sincero - Lulu Santos
10. Hush, hush, hush (pussycats dolls)
11. Boom boom pow (Black eyed pies)
12. Malandragem dá um tempo (Frejat)
13. Mulher de Fases (Raimundos)
14. Tropa de Elite (Tihuana)
15. The Time - the dirty Bit (Black eyed pies)
16. Loiras Geladas - Remix (RPM)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Roupa folgada? Ai, que delícia!

É necessário que eu diga que desde fevereiro até o presente momento eu não tenho sido assim totalmente fundamentalista no meu novo estilo de vida. No dia que não tô afim eu não vou para a academia. No dia que eu quero comer uma feijoada, eu como. No dia que eu quero beber, eu bebo. Combinado?

Não quero abrir mão de determinados prazeres para ter outro prazer. Cada um sabe onde seu sapato aperta. Quem quiser morar dentro de uma academia e se alimentar de luz e no final ter um corpaço e se achar linda, bravo! Dou o maior apoio! Mas não é a minha praia. Não gosto de extremismos. Tanto que no carnaval viajei com meu amado para um tour na serra gaúcha e me acabei de comer churrasco, foundue, queijos e vinhos sem o menor peso na consciência. Afinal, são dessas coisas que eu vou me lembrar quando for velhinha – e enxuta.

Apesar de todas as derrapadas, o inacreditável estava acontecendo: as roupas estavam ficando de-li-ci-o-sa-men-te folgadas. Não fui me pesar para comprovar o milagre, até porque balança não diz muita coisa: você substitui gordura por músculos e o peso, muitas vezes, não altera. Eu sentia meu corpo secando. Toda mulher tem uma calça de séculos atrás que guarda só para sofrer ao lembrar que um dia ela lhe coube. Até que em um dia glorioso você não apenas a veste, como a veste com facilidade.

Eu tinha um conjunto l-i-n-d-o. Bege. A calça não fechava e o terninho não abotoava. Lavei, passei e separei para doação. Só que esqueci de doar e ficou arrumadinho em uma valise. Eis que um belo dia eu precisava de uma roupa social e sóbria. Tinha dado todos os outros conjuntinhos e só me restou esse. Já fiquei triste porque tinha certeza que não ia ficar legal. Mas qual foi minha surpresa quando, tal como nos áureos tempos, me vestiu perfeitamente! Arrasei! Tava me sentindo! Um dia de glória!

O negócio ta começando a fazer efeito. Quero fazer uma nova avaliação física na semana que vem para confirmar a evolução. Aproveito e posto as medidas antes e agora. Vamos ver a diferença!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Tipos que freqüentam academias

Sinto falta de um estudo antropológico sobre freqüentadores de academias. Os tipos sãos os mais diferentes possíveis e a academia passa a ser dermarcada, geograficamente, por grupos. Todas são assim, com algumas pequenas variações. Vejamos:

Os gordinhos: eles se concentram nas esteiras e bicicletas e passam de 45 minutos a 1 hora naquilo. Não podem ver uma esteira vazia que VUPT! São fominhas de esteira. Meu treino começa com um aquecimento de 15 minutos no dito aparelho, mas como sei que dificilmente acharei uma disponível, vou andando de casa para a academia.

Mulheres. Se não forem gordinhas elas estarão, em sua maior parte, nos aparelhos que não haja necessidade de tirar e colocar anilhas, ou seja, aqueles que basta mudar o pino para aumentar ou diminuir a carga. Elas também podem ser vistas utilizando caneleiras para tonificar coxas e bunda em exercícios realizados sobre um colchonete. Ah, também são freqüentadoras assíduas nas aulas de localizada, step, jump e spinning. Você já viu algum homem fazendo step?

Homens: onde tiver um espelho lá estão eles! Nunca vi raça para gostar mais de se admirar em academia do que homens. E quando não estão se admirando estão olhando, atentamente, o colega fazer exercícios. Mulheres não devem temer em se expor nas academias porque os homens não estão lá pra vê-las. Quem está lá para vê-las são os professores!

Ainda há outros tipos: os maduros saradões, por exemplo. Eu conheço um e digo que tenho uma admiração pelo seu vigor físico. Ele tem por volta de uns 50 anos e deve ter 1,90 de altura. Eu já o vi pela manhã e pela noite na academia fazendo musculação e spinning. Agora, além dessas duas modalidades ele está fazendo artes marciais! Palmas!

A gostosa. Não existem “as gostosas” em uma academia. Existe “a gostosa”. Por que é ela que se sobressai na história. É uma gostosa por turno. Usa aqueles macacões colados, com um super decote nas costas, ou um micro-short com um topzinho. Faz questão de mostrar que tem zero de gordura na barriga!

O dono do leg press
. É o tipo mais estranho que conheço. É capaz de passar 60 minutos se exercitando em um único aparelho e, coincidentemente, o leg press é quase sempre o escolhido. Conheço um assim. Começa com uma carga baixa e vai aumentando, aumentando, aumentando... e quando termina ele vai embora!

O promoter. Esse vai na academia para fazer de um tudo. Menos malhar. Bate papo com a recepcionista, passeia de uma lado para o outro com um walkman, encontra os amigos e conversa mais um pouco, dá uma conferida no espelho só para não perder o costume e vai embora. Detalhe: geralmente ele tem um corpinho bem sarado que lhe permite essa esnobação.

Academia - o retorno

Academia é o tipo de coisa que se pode classificar como ame-a ou deixei-a. Meu marido foi comigo. Ele tem 47 anos e nunca tinha pisado em uma academia. Sedentário nato. Até para ir à padaria do bairro era de carro. Antes da descoberta, eu queria voltar para a academia para que ele fosse comigo, afinal, no futuro, eu queria ser uma velhinha enxuta do lado de um velhinho igualmente enxuto.

Li a cartilha pra ele: você vai sentir dor por umas duas semanas, no máximo (gente, eu precisava mentir), depois vai se acostumar e até sentir falta quando não for. Só que as coisas não caminharam bem assim. E eu até entendo o que é ir malhar e nem saber como usar aqueles aparelhos. Eu dava a maior força, ensinava, dava dicas. O problema é que professor de academia é uma das criaturas mais preconceituosas que conheço: entre um gordinho sedentário de 47 anos e uma ninfeta sarada, a quem vocês acham que eles dão mais atenção????

Mesmo eu falando que ele precisava aprender o modo correto de praticar os exercícios para ficar mais independente, ele foi se emputecendo com a suposta falta de atenção. E nem adiantou eu explicar que atenção total só com personal trainer. Também não adiantou eu pedir para ele continuar indo ao menos para fazer esteira. Resultado: em dois meses, se ele foi umas 10 vezes foi muito. Tranquei a matrícula dele.

Enquanto isso eu comecei minha série básica de musculação. O que é o sedentarismo! Nos meus tempos áureos, fazia leg press com 80, 100Kg. Agora, com 30 Kg tava morrendo. Isso só para exemplificar. Saía mortinha da malhação e com a sensação de dever quase cumprido. Isso porque ainda havia muitas mudanças a serem feitas.

Eu não queria fazer só musculação. Lá atrás ela funcionou bem, mas eu fique assim tipo atarracadinha – coxuda, bunduda, o que é interessante quando se tem 20, 25 anos, mas não agora. A não ser que você seja destaque de escola de samba ou tenha planos para a playboy. Eu queria é perder medidas!!! Magra e elegante! Então vi que além da musculação precisaria urgente de uma atividade aeróbica.

A academia oferecia vários tipos. Então fui testando uma por uma até encontrar aquele que mais me identificaria. Comecei com spinning. Gente, em 45 minutos pensei em desistir umas quatro vezes. Mas achei que ia ficar feio. Falei para a professora que era minha primeira vez. Ao final, ela me disse que havia ido muito bem: eu tinha conseguido fazer a aula TODA! Quer dizer que tinha gente que desistia no meio?????

Gostei do spinnig, mas tinha certeza que não ia agüentar por muito tempo porque não tinha um condicionamento físico legal. Achei melhor deixar para depois. É um plano que pretendo levar adiante mais tarde. Outro problema é que aquela bicicleta machuca naquele lugar... aí tem que comprar um selim especial, uma bermuda alcochoada... em resumo: é legal, eu recomendo, só não dava pra mim, naquele momento.

Passei para o step. Gostei. Bem dinâmico. Tão dinâmico que eu errava quase toda as coreografias! Mas era divertido e queimava muitas calorias. Só que os horários ficavam complicados para mim. Então passei a freqüentar à noite uma aula que misturava step com jump.

Passei a fazer jump duas vezes por semana. As aulas são ótimas. Pulo horrores! Passávamos do jump para o step, do step para o jump e ainda tem uma série de abdominais (já tive câimbra fazendo abdominal) e umas localizadas também. Finalmente conseguido conciliar musculação com exercícios aeróbicos. Massa!

Etapa seguinte: alimentação. Já contei dos meus hábitos alimentares, que definitivamente, não eram dos piores. Então o que estava errado? É que meu pratinho era de estivador. Tinha muita salada? Tinha! Mas tinha também muita carne, muito feijão e muito arroz. Gente, eu já disse que comia duas vezes no bandejão da universidade! Não mudei muito de lá pra cá! Outra coisa: eu tomava café da manhã como uma rainha e almoçava como um lutador de sumô. À noite eu tomava um leitinho (de soja, porque não s-u-p-o-r-t-o leite de vaca) ou um suco. Às vezes jantava (como um mendigo) graças ao meu marido que inventava de fazer carne de porco cozida à noite!!!! Não tem cristão que resista!!!

Conhecimento é tudo. Então resolvi estudar tudo o que diz respeito à alimentação-exercícios físicos- emagrecimento. Todos diziam que era necessário fazer 6 refeições ao dia para acelerar o metabolismo e, assim, enganar seu organismo para que ele não pense que você vai deixá-lo morrer à míngua e assim estoque gordura até de uma alface (se ela tivesse gordura).

Fiz meu cardápio light. Continuei meu café da manhã mais ou menos como dantes: 2 fatias de pão integral (ou 1 francês); meu café preto sem leite e com adoçante; 1 fruta com linhaça; um ovinho vez em quando (ovo tem muita proteína e ajuda muito quem faz atividade física – pessoas assim como eu!!!). Lanche: uma fruta ou um iorgurte ou uma barrinha de cereal ou uma caixinha de suco light com duas bolachas água e sal – enfim, as combinações são várias. Almoço: nada de prato de estivador. Salada, carne o frango grelhados e uma colherzinha de arroz. Pronto. Lanche da tarde = lanche da manhã. À noite não jantava mais – fazer essas quatro refeições já me deixava bem saciada, mas como era pra continuar enganando meu organismo, um chazinho com bolacha, sopinha ou algo parecido com isso.

Aff!!! Esse post ficou muito longo. Amanhã eu conto o resultado dessa operação de guerra!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Eu era gordinha... e não sabia

Um detalhe que me esqueci de contar: quando fiz a tal promessa de ano novo, não estava pensando em emagrecer.  Minha preocupação por excelência é com a saúde, principalmente quando eu ficar mais velha. Quero ser uma velhinha toda durinha, enxuta e com saúde de ferro.  E meu corpo sempre pediu atividade física. Nos meus intervalos de sedentarismo, às vezes tinha vontade de correr, correr, correr...

Gostava do meu corpo e não me parecia gorda. Ficava abismada quando lia que tal atriz tinha 1,70m e 50Kg. Meu Deus! Como pode? Isso é possível? E por que ela não parece esquelética? Haverá truques aí? E eu lá, com meus indefectíveis 63kg e me achando...

Gosto de mim. Gosto da minha pele. Não tenho uma ruga. Uso renew há mais de uma década. Devia ganhar bônus da Avon!!!! Gosto do meu cabelo. Atualmente até da minha voz eu gosto. É que antes a achava estranha por ser grave. Mas depois de workshop para jornalistas (eu sou jornalista, pessoas) fiquei sabendo que tenho aquela voz que faz as chamadas no aeroporto!!! Totalmente sexy!!!!

Adoro produtos de beleza e sou muito disciplinada. Posso chegar de uma festa às 2 horas da manhã, que lá vai eu limpar, tonificar, esfoliar e hidratar meu rosto. Tenho cremes pra tudo quanto é parte do corpo. Depois falo sobre eles.

Então, quando retomei minhas atividades na academia, passei por uma avaliação física. Agora as avaliações são um pouco diferentes. Depois de responder a 553 perguntas, tem uma segunda parte: a fotografia!  Você fica de frente, de costas, de um lado, do outro lado, sempre tendo um gráfico atrás. Te fotografam de todos os ângulos. E aí depois o avaliador começa a te explicar  que seu abdômen está ultrapassando a linha tal... ou seja, que você está GORDA!

Confesso que levei um choque quando ele me mostrou as fotos. Fiquei deprimida. Eu não me via assim. Mas não havia como negar as fotos.  Senti-me como pega em flagrante. Já tiveram essa sensação? Descobriram meu segredinho!!!! Sou gordinha!!!

A descoberta não parou por aí. Percebi que TUDO que eu vestia ficava apertado. Eu havia me acostumado com aquilo. Se aos 25, usava 36; agora era 38 ou 40!!!! Fui para uma festa e usava um tomara que caia cinza de cetim. Quando vi as fotos tive vontade de morrer!!!! OLHA, AS DOBRINHAS NA BARRIGA!!!!!! Acho que Adão teve a mesma reação quando descobriu que estava nu!
Descobri que estava gorda, já não me achava tão gostosa e vi que alguma coisa precisava ser feita. Na academia já estava. E agora????

domingo, 17 de abril de 2011

De Olívia Palito à Mulher Maçã

Eu sempre fui uma criança magra. Não tinha muitos problemas pra comer não. Era do tipo magra de ruim. Pois é. A magreza me acompanhou pela faculdade. Eu era tão gulosa que comia duas vezes no bandejão da universidade.  Minhas amigas ficavam impressionadas porque não sabiam para onde a comida ia. Uma me disse que toda aquela comida ainda ia voltar pra mim. Ô, boca!
A vantagem é que nunca fui fã de doces. Se refrigerante e chocolate sumissem da face da terra eu ia levar meses pra me dar conta. Lá em casa, somos eu e meu marido. Ele é chegado em um docinho, um bolinho, uma coca-cola. Mesmo assim, dois litros de refrigerante pode levar uma semana para ser consumido. Chocolates sempre têm na geladeira. Até na minha bolsa tem. É que eu ganho e fico com vergonha de dizer que não gosto de chocolate. Aí, às vezes eles ficam séculos guardados. Outro dia achei um batom garoto dentro de uma bolsa de festa que usei em uma formatura há uns cinco meses.
Tá certo. Ninguém é perfeito. Eu gosto de ALGUNS doces, desde que tenham frutas. Adoroooo tudo que tenha limão, por exemplo. Torta de limão, picolé de limão, limão em calda (alguém já provou?). Ah, gosto de chupar limão também. Gosto de jujuba. Mas meu fraco são coisas salgadas: batata frita é minha perdição e graças a Deus que não moro nem trabalho perto de uma pastelaria.
Adoro cerveja. Já experimentei tanta marca de cerveja na minha vida que fica difícil catalogar. Vinho, então nem se fala. Conheço por uva, por graduação alcoólica e por nacionalidade. São loucuras que engorda horrores. E também é o tipo de coisa que não abro mão, assim como queijos, salames, comida japonesa e feijoada.
O lado bom é que adoro frutas, adoro legumes e adoro verduras. De verdade! Não como porque é bonito, porque tá na moda, mas porque gosto mesmo. Quando eu era criança, todo dia tinha salada lá em casa. Sobremesa era fruta. Tomávamos suco de beterraba com cenoura, suco de cenoura com laranja, suco de laranja com mamão e por aí vai. Hábitos saudáveis. Água, então, é fundamental. Papai me chamava de arco-íris porque vivia bebendo água.
Diante desse quadro onde relato meus hábitos alimentares da mais tenra infância até os dias de hoje, o fato é que me encontrava com quase 36 anos e 63 Kg (gostaram da arrumação cabalística dos números? Eu preferia ter 25 anos e 52 Kg...). Casada e sem filhos. Então fiz a tradicional promessa de ano novo (2010/2011) de cuidar da minha saúde, do meu corpo. O negócio ainda demorou um pouquinho para engrenar. Só voltei para academia em fevereiro deste ano. Mas essa história eu conto mais tarde.

O começo de tudo

Não é que eu não gostasse de atividades físicas. Sempre gostei. O problema era a  continuidade. Aos 36 anos, freqüento academias desde os 25 (antes disso, com 1,58m eu pesava 45 Kg. Era praticamente a pele e o osso, vamos combinar!).  Lembro da primeira vez que pisei em uma academia. Pensei logo: isso aqui não é pra mim. Não estava gorda, mas pensava na minha saúde. “Não seja sedentária, não seja sedentária” era a frase que ficava martelando na minha cabeça. Encarei.
Tive a sorte do dono da academia ser um cara muito bacana, que fez do meu treino algo super prazeroso.  Na primeira semana senti dores nos lugares que nem sabia que podia doer. Ele falava: “Tá doendo? Toma um dorflex e volte!”. Não tomei dorflex (sou um pouco sádica, confesso). Quatro vezes por semana, das 6h15 às 7h15 estava eu lá, firme e forte.
Ele revisava minhas séries com freqüência. Ia aumentando a carga aqui e ali. Resultado: fiquei viciada. Em três meses as modificações no meu corpo eram visíveis: um baita par de coxas e bunda, minha gente! Eu tinha bunda!
Ele era super convencido com o trabalho que fazia com seus alunos. Chegava alguma novata para conhecer a academia, ele mostrava como tudo funcionava: “Tá vendo aquela bunda ali? Fui eu que fiz”.  E fazia mesmo.
E lá estava eu toda gostosa ( me perguntavam até se eu estava tomando bomba), quando seu Rogério (esse era o nome dele) resolve vender a academia. Meu mundo caiu. Sem muitas escolhas, continuei por lá sob nova direção. Mas não era a mesma coisa e fiquei  desmotivada.  Saí da academia.
Meu corpo pedia movimento, abdominais, distensão, corrida, dor. Tentei  outra academia. Duas semanas freqüentando, um professor veio com uma história de umas injeções que as atrizes globais usavam para eliminar a gordura do abdômen que não sei quem aplicava. Completou um mês e caí fora.
Lá estava eu, de novo, sedentária. Resolvi que ia nadar. Detalhe: não sabia nem boiar. Matriculada na academia, no mesmo horário que eu malhava (pra vocês verem a disposição que eu tinha), lá estava eu. Primeiro dia de aula. Sabe nadar? Não. Sabe boiar? Não. Ele me explicou como fazia. Não sei se a pisciana dentro de mim despertou que nesse dia eu boiei, nadei  e tudo mais. 
Mas como nada na vida é definitivo, tive dois problemas: meu cabelo tava se acabando no cloro. Até aí, tudo mais ou menos: as hidratações ajudavam. O grande problema foi uma otite que tive. Nunca senti tanta dor na minha vida e até chegar ao diagnóstico certo, tinha passado por três otorrinos e quase uma semana de choro. Resultado: piscina pra mim, hoje, só com moderação.
Depois disso passei por várias academias. Não ficava muito tempo e ficava mais tempo ainda tempo parada. Uma das últimas que freqüentei foi daquelas só para mulheres. Nada contra, mas eu achei “fraquinha”. Não doía nada, só 30 minutos. Perdi medidas. Até umas graminhas. Mas definitivamente atividade física pra mim é para suar... e doer.
Larguei as academias. Passei a caminhar. Ou seja, o mesmo que nada. Passou-se quase cinco anos desde então. Eu já estava com 63 kg. Gostosa, mas com 63 kg. Era hora de mudar esse quadro. Mas isso eu conto no próximo encontro.